Projetos para as pessoas – GDF

Projetos de humanização da cidade

Muitos projetos do governo priorizam o transporte automotivo, a fluidez motorizada em detrimento da segurança no trânsito (vias expressas, túneis e viadutos). No entanto, há bons projetos voltados à mobilidade ativa (a pé, por bicicleta e outros veículos não poluentes) e à segurança no trânsito, elaborados pelos órgãos do GDF.

Vale lembrar que a tendência moderna é planejar a cidade para as pessoas, com foco na mobilidade e na qualidade de vida. As capitais europeias – a exemplo de Paris, Barcelona, Amsterdã e Copenhague – têm investido há algumas décadas em projetos e ações que priorizam a mobilidade ativa integrada ao transporte coletivo.

Apresentamos alguns dos projetos elaborados com foco nas pessoas e não na velha lógica rodoviarista de incentivo ao uso do carro. As informações foram obtidas diretamente das páginas eletrônicas do GDF ou por meio da plataforma e-SIC (modo de solicitar dados com base na Lei de Acesso à Informação), no caso das informações não disponibilizadas no portal do governo.

Uma ferramenta interessante de consulta é o Nós Urbanos, desenvolvido pela Secretaria de Gestão do Território e Habitação (Segeth). Trata-se de um mapa em que se podem ver detalhes dos projetos de urbanismo no Distrito Federal. Para facilitar a consulta a detalhes de cada projeto, criamos pasta compartilhada com os documentos obtidos de projetos elaborados pelo GDF (clique para acessar a pasta).

Se esses projetos saíssem do papel, certamente teríamos uma cidade com mais mobilidade e qualidade de vida. Ou seja, com mais pessoas nos espaços públicos e menos carros em circulação ou estacionados.

Setor de Rádio e TV Sul (SRTVS):

Imagem do projeto de revitalização do Setor de Rádio e TV Sul. Fonte: Nós Urbanos/GDF.

No início da Asa Sul, o setor de rádio e tv é uma região com graves problemas de acessibilidade em razão das calçadas destruídas e invadidas por carros. Já realizamos caminhadas, multa cidadã e vídeos no local. Também destacamos o péssimo estado das calçadas na campanha nacional Calçada #Cilada.

Situação no SRTVS antes da revitalização: calçadas e canteiros destruídos e invadidos por carros.

Existe projeto elaborado pela Secretaria de Gestão do Território e Habitação (Segeth) que propõe a revitalização do local, com calçadas acessíveis e caminhos para os ciclistas.

Eis parte da descrição do projeto no Nós Urbanos: “O Projeto de Requalificação do Setor de Rádio e TV Sul parte da necessidade premente de reurbanização do local para privilegiar o pedestre na região, mediante ampliação de calçada, melhoria das travessias de pedestres e da arborização, criação de plataformas compartilhadas para vencer os desníveis dos acessos a lotes e interseções viárias, introdução de elementos de traffic calming, reformulação do acesso do ponto de ônibus da via W3 fomentando o uso do transporte público, configuração de rotas de acessíveis colaborando com os deslocamentos de pedestres, pessoas com deficiências e ciclistas por todo o Setor, disciplinando os estacionamentos ao longo da via para garantir o trânsito de veículos de emergência.”

Início das Obras

As obras de revitalização se iniciaram em setembro/2020. Em março de 2021 estão com 40% de execução, segundo notícia da Secretaria de Obras. Ao passar pelo local em 12/3/2021 pôde-se notar a reforma e ampliação de calçadas.

Fotos – 12/3/2021

Alguns vídeos foram produzidos com o intuito de alertar para a inacessibilidade e para a invasão dos espaços públicos (calçadas e canteiros) no Setor de Rádio e TV Sul. No vídeo de março/2021 se podem ver as melhorias com a revitalização em andamento:

Vídeo gravado em setembro/2018 (caminhada com cadeirante):

Vídeo gravado em maio/2015 (percurso de cadeirante pela região):

Vídeo gravado em janeiro/2014 (multa cidadã nos invasores de calçada):

W5 Norte, entorno do UniCEUB:

No mapa consta o projeto de infraestrutura cicloviária na W5 Norte. Fonte: Nós Urbanos/GDF.

A W5 Norte possui ciclovia no canteiro central. No entanto, há pontos críticos e problemas ao caminhar e pedalar na região. Em 2015 foi protocolada em órgãos do GDF análise da ciclovia da W4/W5 Norte. Além de várias imagens que revelam os problemas, o estudo apresentou sugestões de melhoria na mobilidade por bicicleta.

Em volta do UniCEUB, carros por todos os lados e insegurança para pedestres e ciclistas.

Segundo a plataforma Nós Urbanos, existe projeto de ciclovia na frente do UniCEUB: “A proposta contempla a reformulação dos estacionamentos para ampliar as calçadas e delimitar uma ciclovia.”  No entanto, não há detalhes nem imagens sobre a proposta. Solicitamos em 4/2/2019, por meio da plataforma e-SIC, detalhes sobre o projeto.

– Vídeos gravados na região revelam a inacessibilidade e a insegurança a pedestres e ciclistas:

Conversa com senhor caminhante no entorno do UniCEUB

De bicicleta para a escola – Asa Norte


Eixão – Passagens subterrâneas:

Imagem do projeto vencedor do concurso nacional de arquitetura, realizado em 2012. Fonte: Arch Daily Brasil.*

Um concurso nacional de arquitetura para revitalização das passagens subterrâneas no Eixão foi realizado em 2012. Em abril de 2012 foi divulgado o resultado da avaliação dos projetos no concurso nacional para as passagens sob o Eixão. Segundo a ata da comissão julgadora, foram definidos os três primeiros colocados e outros seis projetos receberam menção honrosa.

Vale destacar que, diariamente, milhares de pessoas atravessam a pé o Eixão (limite de velocidade de 80 km/h). Segundo contagem de pedestres realizada pelo DER-DF em 2006, mais de 80.000 pessoas atravessam o Eixão todo dia. Surge um dilema aos que precisam fazer a travessia, especialmente à noite: arriscar-se nas passagens subterrâneas escuras, sujas e abandonadas, ou seguir por cima e se arriscar entre os carros em alta velocidade.

Eixão: escuridão e sujeira na parte de baixo; risco de atropelamento na travessia por cima.

Além dos projetos apresentados e avaliados no concurso de arquitetura, há outras propostas voltadas à segurança de pedestres e ciclistas. O DER-DF elaborou junto com a empresa TC/BR estudo de engenharia voltado à segurança dos pedestres. O relatório final do estudo, de 2007, contém propostas de melhoria, que incluem a construção de novas passagens na Asa Sul e na Asa Norte e a requalificação das passagens subterrâneas existentes. O estudo propõe ainda a retificação dos acessos: “Os acessos em “L” das passagens subterrâneas existentes deverão ser retificados (quando possível). Isto significa abrir um novo acesso em linha reta no mesmo sentido do túnel, para que tanto de fora quanto de dentro das passagens se possa avistar o fim do túnel, evitando-se o desagradável “efeito surpresa” produzido pela atual configuração.”

Proposta de requalificação de passagem subterrânea apresentada no relatório de 2007. Fonte: DER-DF.

Ainda no estudo do DER, de 2007, foi apresentada proposta de ciclovia (concepção preliminar) ao longo de todo o Eixão, que passaria inclusive pela ponte do Bragueto (área bem crítica aos ciclistas até hoje).

Proposta de ciclovia apresentada no estudo do DER (2007).

Vídeo gravado no Eixão Norte revela o alto risco a pedestres e ciclistas:

Informações adicionais sobre o Eixão:

Disponibilizamos uma pasta com informações adicionais sobre o Eixão (clique para acessar), incluindo o estudo sobre a segurança de pedestres no Eixão, realizado pelo DER-DF; a ata da comissão julgadora do concurso nacional de arquitetura para as passagens subterrâneas; fotos da insegurança aos pedestres.

* A notícia publicada pelo Arch Daily sobre o concurso nacional de arquitetura para as passagens sob o Eixão está disponível em: http://www.archdaily.com.br/br/01-44795/resultado-do-concurso-nacional-de-arquitetura-passagens-sob-o-eixao-brasilia-df

W3, 711/12 Norte:

Localização do projeto na W3 Norte. Fonte: Nós Urbanos.

Na 711/12 Norte existe projeto de paisagismo com a requalificação dos espaços públicos, melhoria da acessibilidade e instalação de equipamentos de esporte e lazer. Ao longo da W3 a realidade é de abandono e inacessibilidade, com calçadas e canteiros invadidos por carros. Portanto, projetos de revitalização são de extrema importância ao longo de toda a W3.

Na W3 Norte existem canteiros degradados, que se transformaram em estacionamento, a exemplo do canteiro na 712 (esquerda) e na 713 Norte (direita).

Setor Hoteleiro Norte (SHN):

O Setor Hoteleiro situa-se no início da Asa Norte, junto ao Eixo Monumental e próximo a importantes atrações turísticas: torre de TV, estádio Mané Garrincha, planetário e parque da cidade. Apesar da localização privilegiada, o SHN apresenta péssimas condições para caminhar e pedalar em razão de diferentes fatores: falta de infraestrutura, calçadas e canteiros destruídos e invadidos por carros, alto limite de velocidade e travessias arriscadas.

Caos e inacessibilidade no Setor Hoteleiro Norte: calçadas e canteiros destruídos e invadidos por carros.

O mapa do Nós Urbanos também exibe projeto urbanístico para o SHN. De acordo com a descrição, o objetivo é “tornar o setor mais acessível e agradável aos pedestres e ciclistas”. Entre as medidas previstas estão calçadas compartilhadas, melhoria de rampas e travessias de pedestres, arborização e criação de praça.

Vale lembrar que a calçada ao longo do Eixo Monumental não foi concluída. Além dos problemas no setor hoteleiro, os turistas sofrem com a falta de calçadas e de pontos de travessia na região. Assim, projetos de acessibilidade e revitalização tornam-se ainda mais relevantes diante das condições atuais.

Calçadas inacabadas no Eixo Monumental.

Durante o Fórum Mundial da Água, em março de 2018, os turistas passaram grandes apuros com as péssimas condições de acessibilidade no entorno do estádio e do centro de convenções. O blog tem relato com imagens sobre o Fórum da Inacessibilidade (clique para acessar).


Mobilidade ativa no entorno das estações do Metrô:

Projeto com o objetivo de melhorar a acessibilidade e incentivar a mobilidade ativa (não motorizada) nos arredores das estações de metrô.

Projeto para o entorno das estações de metrô. Fonte: Circula Brasília/Secretaria de Mobilidade, 2016.

De forma geral, as estações do metrô têm boa acessibilidade, inclusive com passagens subterrâneas no Eixão Sul em que há boas condições de iluminação e segurança. No entanto, o entorno das estações de metrô nem sempre é amigável a pedestres e ciclistas. Calçadas destruídas, ausência de ciclovias e bicicletários e alto limite de velocidade são comuns.

Para exemplificar, o entorno da estação central, na rodoviária do Plano Piloto, possui graves deficiências de acessibilidade, com calçadas destruídas e sem rampas. Aos ciclistas só sobrou a placa que indica o bicicletário, o espaço que era bem ruim (sem cobertura nem controle de acesso) encontra-se bloqueado com tapumes. Também não há ciclovia ou ciclofaixa que faça a conexão segura até a estação central.

Na estação central do metrô, calçadas abandonadas e ausência de bicicletário.

No terminal Asa Sul faltam calçadas e vagas para bicicletas.

O objetivo do projeto do GDF para o entorno das estações é: “Fomentar o uso do metrô, propondo intervenções no espaço urbano que tragam maior segurança aos deslocamentos não motorizados, aumentando a área de abrangência das estações do metrô, a partir de novos traçados cicloviários e rotas de pedestres acessíveis, considerando a limitação do espaço físico das cidades”. O estudo que embasou o projeto está acessível (clique para conferir).

Segundo o programa Circula Brasília (cronograma de ações divulgado em maio/2016), as obras do projeto de mobilidade ativa nas estações de Águas Claras, Taguatinga, Ceilândia e Samambaia teriam início em julho de 2016 e término em dezembro de 2018.

Relato com imagens sobre as condições aos ciclistas na rodoviária do Plano Piloto:

Vídeo mostra as condições para caminhar na Esplanada dos Ministérios, em volta da rodoviária do Plano Piloto:


Rotas Acessíveis

Rota Acessível no entorno do HRAN. Fonte: Nós Urbanos/GDF.

A Secretaria de Gestão do Território e Habitação (Segeth) apresentou, em maio de 2016, o projeto “Implantação de Rotas Acessíveis aos Equipamentos Públicos Regionais” (acessível na pasta compartilhada). Segundo o projeto, “a rota acessível deverá priorizar a escolha de locais para intervenção que concentrem o maior número de beneficiários, como é o entorno de equipamentos públicos comunitários. Também é necessário priorizar a definição de rotas, evitando-se a recuperação pontual de calçadas, sem origem ou destino ou consolidando situações em desacordo com a legislação de acessibilidade”.

O documento apresenta projetos de rotas acessíveis para o entorno de vários hospitais a exemplo dos hospitais regionais de Brazlândia, Planaltina, Sobradinho, Guará, Samambaia, Paranoá, Gama, Santa Maria e HRAN.

Projeto de rota acessível em volta do hospital de Sobradinho. Fonte: Segeth/GDF, 2016.

Na plataforma Nós Urbanos outras rotas acessíveis são apresentadas, incluindo o entorno das estações de metrô (114 Sul, Taguatinga, Samambaia, Ceilândia e Guará). Há também rotas acessíveis entre as quadras 912 e 612 Sul e ao longo de toda a plataforma superior da rodoviária do Plano Piloto.

O projeto na plataforma superior prevê a ligação segura e acessível para pedestres e ciclistas entre a Asa Norte e Asa Sul. Segundo a descrição disponível no Nós Urbanos, a proposta da Secretaria de Gestão do Território e Habitação “visa corrigir a porcentagem atual das estruturas destinadas para o deslocamento de pedestres e veículos não motorizados incrementando as rotas acessíveis nos locais específicos demandados nos dados de contagem de pedestres e criação de infraestrutura cicloviária para conexão segura entre as Asas Sul e Norte através da Plataforma Superior da Rodoviária do Plano Piloto”.

Projeto de rotas acessíveis e ciclovia na plataforma superior da rodoviária. Fonte: Nós Urbanos/GDF.


Via S3 – etapa 2

A via S3 localiza-se na Asa Sul e passa pelo Setor Comercial e Setor Bancário. Existe projeto de requalificação da via com espaços adequados para pedestres e ciclistas. Entre as ações previstas no projeto estão: “criar e adequar calçadas, travessias e ciclovia”; “implantação e melhoria de calçadas com instalação de passeio compartilhado – pedestre/ciclista, organização de estacionamentos e ciclovia no canteiro central da Via L1”.

O projeto se divide em duas etapas. A primeira etapa foi executada e contemplou a área próxima ao Hospital de Base. O canteiro central possui, atualmente, espaço para pedestres e ciclistas. No entanto, a etapa 2 não foi executada e o caminho entre o Setor Comercial e o Setor Bancário é inacessível e bastante arriscado para pedestres e ciclistas.

Etapa 1 do projeto: caminho para pedestres e ciclistas (imagem à esquerda); e Etapa 2 não executada: riscos para pedestres e ciclistas (imagem à direita)

No vídeo gravado na região nota-se a dificuldade para pedestres e ciclistas ao percorrer o caminho entre o Setor Comercial e o Setor Bancário Sul.

Vídeo: Ausência de calçada na via entre o Setor Comercial e o Setor Bancário Sul:

Já foram feitas solicitações de informações sobre a etapa 2 do projeto e, infelizmente, não há prazo para execução das obras (o blog tem seção específica que reúne os pedidos de informações e de providências). Enquanto isso, pedestres e ciclistas compartilham a pista com carros em alta velocidade ao passar pela via S3 sob o Eixão.


W3 Sul (511/12)

Imagem do projeto de requalificação da 511/12 Sul. Fonte: Nós Urbanos/GDF.

O projeto faz parte do Programa de Requalificação Urbana da Avenida W3 e prevê melhoria na acessibilidade e “renovação a área pública com novo desenho para as calçadas, iluminação pública, lixeiras, bancos, floreiras”.

A W3 Sul é desafiadora aos pedestres. Além do mau estado de conservação das calçadas, em muitas quadras as calçadas são invadidas por carros diariamente, faltam rampas de acessibilidade e as faixas de pedestre encontram-se apagadas ou mal iluminadas.

W3 Sul: calçadas em mau estado de conservação e invadidas por carros.

Além da melhoria nas calçadas e nas travessias, o projeto prevê intervenções nos becos de ligação entre a W2 e a W3, com bancos para descanso e tratamento paisagístico.

Requalificação do beco entre as vias W2 e W3 Sul. Fonte: Nós Urbanos/GDF.


Setor Hospitalar Sul:

Proposta de requalificação do Setor Hospitalar Sul. Fonte: Nós Urbanos/GDF.

O projeto para o Setor Hospitalar Sul prevê melhorias aos pedestres com “ampliação da calçada, melhoria das travessias de pedestres e da arborização, criação de plataformas compartilhadas para vencer os desníveis dos acessos a lotes, reformulação do acesso do ponto de ônibus da via W3 e configuração de uma entrada de pedestres no Setor, disciplinando os estacionamentos ao longo da via para garantir o trânsito de ambulâncias e veículos de emergência, ordenando os quiosques existentes no local”.

Segundo notícia do GDF, a licitação para execução do projeto no Setor Hospitalar Sul deve ocorrer até maio de 2019.

Bicicletários públicos

Existe projeto da Secretaria de Mobilidade para instalação de paraciclos (suportes para prender bicicletas) e bicicletários (espaços cobertos para estacionar bicicletas) no DF. No Plano de Ciclomobilidade, a previsão era instalar 10 bicicletários em terminais de ônibus até fevereiro de 2018, além de 3 mil paraciclos. A íntegra da apresentação sobre o Plano de Ciclomobilidade está acessível na pasta compartilhada (clique para acessar).

Projeto de paraciclos e bicicletários no DF. Fonte: Plano de Ciclomobilidade/GDF, 2017.

A situação atual é de descaso com os ciclistas. Alguns paraciclos foram instalados nos últimos anos, na Torre de TV, no Centro de Convenções e no Planetário. Mas muitos terminais de transporte e estações de metrô não possuem locais adequados para estacionar bicicletas. Na rodoviária do Plano Piloto, o terminal de transporte mais movimentado do DF, são péssimas as condições para os ciclistas: faltam bicicletários e ciclovias.

Na rodoviária do Plano Piloto, acesso ao bicicletário bloqueado por tapumes.

Muitos espaços públicos e quadras comerciais também não possuem vagas para ciclistas. Ou seja, há grande demanda por paraciclos e bicicletários em todo o DF.

Cena comum em todo o DF: bicicletas estacionadas de forma improvisada.

Segundo o programa Circula Brasília (cronograma de ações divulgado em maio/2016), as obras de implantação dos bicicletários nos principais terminais de ônibus e metrô se iniciariam em julho de 2017 e terminariam em julho de 2018. Quanto à instalação dos paraciclos, a previsão de início era em junho de 2016, e término em janeiro de 2017.

Rede de ciclovias – ampliação da infraestrutura para ciclistas

Uma das ações do Plano de Ciclomobilidade, segundo material apresentado pela Secretaria de Mobilidade em 2017, consistia na ampliação das ciclovias de forma a criar uma rede de caminhos seguros para os ciclistas no DF. Conforme se vê no mapa, a progressiva ampliação levaria ciclovias para boa parte do DF até 2023, com total de 1.200 km de malha cicloviária.

Proposta de ampliação da rede de ciclovias no DF. Fonte: Plano de Ciclomobilidade/GDF, 2017.

Setor de Autarquias Federais (SAF) – Calçadas e Ciclovias

Outra região que tem projeto de melhorias na mobilidade e acessibilidade é o Setor de Autarquias Federais, na Asa Sul. A exemplo de outros setores da área central, o SAF possui problemas como falta de calçadas e estacionamento irregular. Segundo a descrição disponível no Nós Urbanos, o projeto “cria uma malha cicloviária para o setor composta por calçadas compartilhadas, ciclovias e ciclofaixas”, e prevê ainda “acessibilidade nos estacionamentos e inclusão de travessias de pedestres”.

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