Allan A.
Enviei email ao CAU-DF dia 1º de setembro de 2025 e não tive resposta. Pedi melhorias na sinalização de marcos arquitetônicos em Brasília que tratem de prédios e cenários urbanos menos convencionais, como aqueles nas superquadras ou fora da Esplanada e do Eixo Monumental. O CAU-DF oferece o “selo CAU”[1] para valorizar o patrimônio arquitetônico moderno de Brasília. É prêmio, reconhecimento do valor e boa preservação do imóvel.
Descobri o selo, ao visitar a cafeteria Aha, bloco A do CLN 111 (Asa Norte). Está afixado em parede de vidro na entrada do prédio. Há, ainda sinalização sobre Milton Ramos, o autor do projeto daquele prédio comercial. No entanto, seria ótimo se tal sinalização fosse mais destacada, exibindo uma foto do de Milton e chamando mais a atenção do visitante daquele comércio; algo que proporcionasse ao usuário e cidadão uma experiência e vivência com aquele cenário.
Selo CAU/DF para o prédio do bloco A do CLN 111.


Bloco A do CLN 111. https://selocaudf.org.br/premiado-cln-111-bloco-a/
De acordo com o CAU-Df, o prédio citado “figurou entre os 10 edifícios mais bem avaliados de 2022, sendo o único edifício comercial a receber o Selo até o momento”[2].
Reproduzo abaixo a mensagem que enviei ao CAU-DF a respeito, até agora sem resposta:
“Caros gestores do CAUDF,
Peço-lhes a gentileza de instalar totens ou sinalizadores turísticos sobre os autores de obras relevantes na cidade, como são os prédios residenciais criados por Mayumi Watanabe na SQN 107. Só descobri que essa arquiteta existia por causa do vídeo recente de Raul Lores “Brasília Desconhecida”, patrocinado pelo próprio CAU-BR. Deveria haver ali em frente dos prédios algum sinalizador muito visível, informando o visitante sobre Mayumi, dados básicos, além de uma foto da arquiteta. Isso instruiria a população sobre quem foi a idealizadora da obra, a importância de ambas (criadora e obra), além de estimular curiosidade e memória da população sobre arquitetura e fomentar a cultura local. Poderia ser algo como o selo CAU afixado no A do CLN 111 (Asa Norte), porém muito mais chamativo, com imagem do arquiteto responsável e instalado na grama ou calçada.
A mesma providência poderia ser adotada para o CLN 205/206N, “Babilônia”.
Obrigado”.
Allan
Arquiteta Mayumi Watanabe, nascida em Tóqio, Japão, em 1934, mas naturalizada brasileira em 1956. Formada na FAU-USP em 1960, foi a primeira mulher a projetar prédios em Brasília. Falecida em 1994.
Todos nós, cidadãos de Brasília e visitantes merececíamos conhecê-la, saber quem foi e o valor de sua produção nesta cidade!
Já há, inclusive, selo concedido ao Bloco F da SQN 107, que “foi classificado entre os quatro blocos a receberem o Selo na edição 2021”[3]. Minha ideia é de que a informação seja melhor exposta aos interessados que forem àquela quadra.
https://arquiteturaemnotas.com/2024/09/07/107-norte/
Imagens de seus prédios residenciais na SQN 107
https://www.archdaily.com.br/br/1008606/apartamento-107g-bloco-arquitetos
https://www.archdaily.com.br/br/1007145/apartamento-107n-orla-arquitetura
Apartamentos na SQN 107 que devem ter sido reformados, respeitando a proposta original do prédio. https://www.notibras.com/site/na-velha-107-norte-nasce-um-apartamento-do-futuro/
[1] “O Selo CAU/DF é uma iniciativa do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal criada para valorizar e preservar o patrimônio arquitetônico moderno de Brasília. Ele reconhece edificações que mantêm as características originais da cidade e promovem boas práticas em manutenções,reformas e restaurações.
Lançado em 2020, o selo é concedido anualmente a imóveis pioneiros que ainda não possuem reconhecimento formal por leis de tombamento, mas que representam a identidade arquitetônica da capital. A proposta vai além do reconhecimento: ela reforça o papel coletivo na preservação do nosso patrimônio construído — envolvendo moradores, síndicos, profissionais e instituições públicas”. Disponível em: https://selocaudf.org.br/o-que-e-o-selo-cau-df/
[2] https://selocaudf.org.br/wp-content/uploads/2025/04/Selo-CAU-DF-10-CLN-111-Bl-A-01BL.docx.pdf





